Como está dividida a oficina?

Olá, professor. Se você veio até aqui é porque tem interesse em dar voz às nossas ideias. Somos muito gratos por isso e queremos te ajudar a executar o projeto Eu que Plantei na sua escola, para que essa discussão possa alcançar o maior número de pesoas possíveis. O primeiro passo é te explicarmos como funciona aplicação dessa oficina e aqui nesse post vamos buscar te mostrar como é esse mapa de aplicação e como cada ferramenta disponível pode te ajudar.

Vale reforçar que o intuito do projeto é promover mudanças para a maior segurança alimentar e sustentabilidade, por meio da incorporação de valores e desenvolvimento de atitudes e ações diante dos riscos pela ingestão de agrotóxicos. Utilizaremos a ideia de construção de hortas orgânicas e caseiras com os alunos, mas queremos também que eles reflitam sobre os porquês e nas consequências de consumirem alimentos contaminados.

Para a promoção desta reflexão crítica e promoção de possíveis mudanças o projeto “Eu que Plantei” propôs a utilização de recursos educacionais que visam a discussão, reflexão, aprofundamento e aplicação das vivências propostas: uma oficina presencial de hortinha caseira com discussões sobre os temas pertinentes à pesquisa; um kit para que os sujeitos educativos possam replicar as atividades em casa, montando sua própria horta; e um blog que contém dicas e pretende sempre disponibilizar novas informações para que eles possam seguir nesse caminho, possibilitando, inclusive, que esses alunos possam estudar o tema com maior profundidade. Os três recursos, articulados, que compõem a oficina Eu que Plantei, visam provocar mudança de postura e reflexão crítica a respeito do problema do uso de agrotóxicos nos alimentos.

A aplicação da oficina teve o intuito de ser consoante com a linha teórica que sustentou o escopo da pesquisa que deu origem a este projeto. Desta forma, para contemplar os objetivos apresentados, a oficina foi dividida em três momentos, sendo que um foi realizado de forma presencial, um realizado pelos sujeitos educativos em sua casa e o o último em ambiente digital, conforme esquema abaixo:

Momento 1: Oficina Eu que plantei

Duração: duas horas         
Local: Na sua escola.      
Materiais necessários: Caixa de madeira reaproveitada, sementes para horta, mudas, terra preparada para plantio e regador.
Objetivos: Introduzir os temas e provocar a reflexão sobre risco dos agrotóxicos; ensinar os estudantes a produzirem suas próprias hortas, de modo a propiciar o contato deles com técnicas básicas de plantio.

Momento 2: Eu que plantei minha hortinha      

Duração: aproximadamente duas horas
Local: residência dos sujeitos educativos         
Materiais necessários: caixa com sementes para horta e material impresso com instruções para plantio e manejo; recipiente para plantio e terra preparada (sujeitos educativos); Vídeos disponíveis no blog ensinando a fazer horta em casa.
Objetivos: Possibilitar aos estudantes criarem suas próprias hortas e levar a discussão sobre agrotóxicos e segurança alimentar para suas famílias.

Momento 3: Aprofundando no tema no blog euqueplantei.com

Duração: livre          
Local: ambiente digital (www.euqueplantei.com)         
Materiais necessários: Dispositivo eletrônico com conexão à internet (celular, tablete, notebook, computador)
Objetivo: possibilitar que os estudantes que tenham interesse possam se aprofundar um pouco mais no tema e verem dicas periódicas sobre cuidados com sua horta.

Caso tenha se interessado em realizar esta atividade na sua escola, podemos te ajudar com os materiais e esclarecendo quaisquer dúvidas. Entre em contato conosco pelo e-mail projetoeuqueplante@gmail.com

Como conduzir a etapa presencial?

Para a construção da proposta do projeto “Eu que Plantei”, optamos por realizar uma atividade piloto da etapa presencial com enfoque nas discussões sobre Educação Ambiental, Agrotóxicos, Segurança Alimentar e proposta de Horta Orgânica caseira. A atividade piloto teve o objetivo de testar, de forma preliminar, a metodologia proposta, o interesse dos estudantes e avaliar quais as possíveis dificuldades de execução da oficina poderão ser encontradas por vocês. Neste post, faremos um relato da metodologia que utilizamos, em forma de sugestão, par aque possam replicar nas escolas de vocês. Ao final, deixaremos um roteiro estruturado com etapas e tópicos a serem discutidos.

Realizamos esse encontro presencial no período da manhã do dia 16 de outubro de 2019, na Horta Comunitária do IFG – Câmpus Anápolis, com alunos do alunos do 9º ano do Colégio Estadual Américo Borges, de Anápolis. Participaram da atividade, 26 alunos do Colégio Américo Borges, além de colaboradores e bolsistas do projeto “Terra, Mãos e Sonhos”, do IFG – Câmpus Anápolis. A execução de toda a parte presencial demorou cerca de duas horas e contou com boa participação dos envolvidos.

Escolhemos realizar esta etapa presencial em formato Roda de Conversa sempre de forma dialógica, sem nos colocarmos como detentores do conhecimento e os estudantes como telas brancas em que imprimiríamos nossas versões do assunto. Pelo contrário. Notamos que neste assunto eles tem muito o que contribuir e podem até ter mais vivência do que nós no tema cultivo de horta.

Como dinâmica inicial da atividade piloto para a construção da etapa presencial da oficina, foi proposta rodada de apresentações dos participantes, seguida de apresentação do espaço da Horta Comunitária do IFG – Câmpus Anápolis aos presentes. Após a rodada introdutória, foi introduzido o tema “agrotóxico”, por meio de questionamento dos presentes sobre o que eles entendiam por alimentação saudável e quais tipos de alimentos eles consideravam saudáveis.

Mostrando-se, desde o início, com disposição para interagir e participar, os estudantes ressaltaram em diversas oportunidades que, em sua concepção inicial, as leguminosas ou folhas se tratavam de comida saudável em quaisquer circunstâncias, demonstrando que, apesar de conhecerem superficialmente sobre agrotóxicos e seu uso, não conseguiam relacionar sua utilização com possíveis prejuízos à sua saúde e ao meio ambiente.

Após as reflexões iniciais, foram introduzidos e discutidos os problemas da contaminação de alimentos pelo uso de agrotóxicos, buscando promover nos participantes a reflexão sobre segurança alimentar. Os estudantes foram questionados a respeito do que acreditavam ser “alimentos saudáveis”. Além disso também foram provocados a refletir o que aconteceria se fossem expostos às substâncias apresentadas na discussão sobre agrotóxicos.

A partir desta provocação, os participantes, sempre convidados à expressarem suas opiniões, passaram a problematizar a maneira como os “alimentos saudáveis” seriam produzidos e os possíveis efeitos de agrotóxicos no ser humano. Diante da demonstração de avanço na compreensão dos efeitos dos agrotóxicos, foi iniciada breve discussão a respeito de pesquisa que comprovem efeitos sobre a saúde humana por contaminação de tais substâncias.

Vencida a etapa de exposição de alguns dos problemas, os participantes foram apresentados à propostas de promoção da segurança alimentar por meio de horta caseira feita em caixa de madeira aproveitada. A partir deste momento, os estudantes foram convidados, com adesão integral, a realizarem junto com o pesquisador a proposta descrita nesta pesquisa.

Foram apresentadas técnicas para plantio de mudas de alface roxa, cebolinha e para plantio de sementes de tomate cereja. Ao serem questionados sobre experiência prévia no plantio de hortaliças, os participantes foram unânimes em afirmar que nunca tinham realizado esta atividade ou colaboraram esporadicamente em alguma atividade semelhante. Neste momento a dinâmica consistiu em breve explicação das técnicas de plantio e convite para que os estudantes pudessem realizar a horta de forma colaborativa entre eles, se revezando no plantio das mudas e sementes.

A partir da experiência piloto foi possível observar que a proposta de oficina conseguiu gerar o interesse dos participantes e provocou reflexões a respeito dos temas propostos. Esperamos ter ajudado vocês e sempre lembramos a você, professor, que se tiver alguma dúvida ou se interessar em executar esse projeto na sua escola, podemos te ajudar com a metodologia e com materiais. Entre em contato conosco pelo e-mail projetoeuqueplantei@gmail.com

Confira algumas fotos:

Levando a ideia para a casa dos estudantes

A nossa proposta pretende, além de despertar uma consciência crítica sobre o uso de agrotóxicos nos estudantes, levar a discussão para as famílias envolvidas, pois acreditamos no potencial transformador de ações de Educação Ambiental Crítica. Com isso em mente, desenvolvemos a proposta com uma etapa de prática em casa na criação de uma horta caseira orgânica. Sabemos que uma empreitada desta ordem requer engajamento dos estudantes e seus familiares e, acima de tudo, material para subsidiar a execução desta atividade. Diante disso, elaboramos a criação de um Kit do projeto “Eu que Plantei” para distribuição aos participantes.

Vencida a etapa de discussão presencial e formação dos estudantes, o responsável pela aplicação da oficina pode distribuir aos interessados este kit “Eu que Plantei”, que é composto de duas peças. Uma caixa em papel Kraft com a logo do projeto e sementes para plantio e um panfleto com informações sobre as discussões e instruções para plantio e manejo de horta caseira. Com estes materiais pretendemos, como dito anteriormente, levar a discussão dos malefícios causados pelo uso de agrotóxicos para dentro da casa dos sujeitos envolvidos.         

A primeira peça é um folheto confeccionado nas dimensões 21 cm por 29,7 cm, com orientação “paisagem”, disponibilizando seis páginas de conteúdo com No interior do material foram disponibilizadas informações sobre o que são alimentos saudáveis, com enfoque na contaminação de agrotóxicos e dicas sobre como cultivar seus alimentos.

O folheto também explica um pouco sobre o que são agrotóxicos, como eles são utilizados e trará um breve resumo sobre os prejuízos à saúde decorrentes da ingestão dos venenos. A identidade visual do folheto é a mesma de todo o projeto e junto com ele sugerimos a distribuição da nossa com as sementes, com a marca do projeto “Eu que Plantei”.

As informações que constam no panfleto serão discutidas anteriormente de forma mais detalhada na oficina realizada com os estudantes, em que eles também serão apresentados a técnicas de cultivo de horta orgânica e poderão realizar, na prática, o plantio de hortaliças, enquanto discutem sobre as questões teóricas levantadas nesta pesquisa.

A intenção foi apresentar uma alternativa ao consumo de agrotóxicos e propiciar uma nova forma de relacionar-se com o meio ambiente, por meio da horta. O conteúdo disposto no folheto evitou o uso de linguagem rebuscada ou termos formais, de modo a tornar mais amigável o acesso a suas informações.

Gostou do material? Então entre em contato conosco pelo e-mail projetoeuqueplantei@gmail.com que nós podemos todas as peças para a aplicação da oficina na sua escola. Confira fotos dos materiais do projeto:

O Blog é seu amigo

O terceiro recurso que compõe a oficina sobre segurança alimentar do projeto Eu que Plantei é estde blog. Além de servir como um guia para aplicar a oficina e te oferecer alguns recursos teóricos sobre o projeto, ele também pode te ajudar a ensinar seus estudantes a fazer a sua horta caseira, se aprofundar no assunto, dialogarem e trocarem experiências.

Na nosa pesquisa teórica nos deparamos com um texto de Fogaça (2011), em que destaca, em sua discussão sobre o uso de blogs na Educação, destacando seu poder de provocar diálogos e possibilitar um aprofundamento em um tema. Baseado nessa estrutura, o Blog está disponibiliza artigos que contemplam as informações institucionais do projeto e publicações que percorrem as discusões práticas e teóricas realizadas para a elaboração da proposta de formação contida neste trabalho: ser humano-natureza, Sobre Agrotóxicos, Educação Ambiental, Sobre Alimentação Saudável, Como fazer sua Horta Caseira, Como cuidar de uma Hortinha casira, Fotos das oficinas do projeto.

Além disso, destaca a função social de suscitar a interação entre o seu criador e a comunidade a qual se dirige, neste caso, a comunidade escolar. De acordo com Fogaça (2011):

“(…) originalmente, os blogs tinham por característica ser um diário, aberto a todos, onde se discutia temas referentes à vida pessoal do autor com seus leitores. Era uma versão eletrônica do diário pessoal registrado em cadernos especiais principalmente por jovens do sexo feminino. Tratava-se, portanto, de uma forma de expor perante um público maior, suas reflexões e problemas pessoais de modo a compartilhar conselhos e incentivos e também para receber elogios. Um modo de ampliar suas amizades.” (p. 41).

Nesse sentido, acreditamos que o blog do projeto Eu que Plantei possa ser uma importante ferramenta de diálogo entre os sujeitos educativos com relação a suas experiências no projeto, além de disseminar informações acerca do tema. Pode-se afirmar, também, que o blog servirá como fonte de pesquisa a todos que possam se interessar pelo tema de Educação Ambiental e planejem ação embasada na vertente Crítica da Educação Ambiental.

Especialmente em tempos de isolamento social, contexto em que foi planejado e desenvolvido o projeto, ferramentas que possibilitem o diálogo e subsidiem os estudantes com informações podem contribuir muito para manter o engajamento no projeto. Nos antecipamos a possíveis dificuldades (vividas por nós no contexto de criação da oficina) e criamos uma sessão com alguns vídeos, disponibilizados na página inicial, com tutoriais e dicas de cultivo em horta caseira.

Acreditamos que estes vídeos, aliados de outras dicas sobre o cultivo da horta caseira, adubos orgânicos e outros conteúdos que serão postados na página inical, poderão contribuir para o maior engajamento, ajudar na construção das hortas caseiras e para subsidiar os estudantes com informações suficientes para levarem a discussão para o seu seio familiar.

O uso das três ferramentas, associadas, constitui a oficina “Eu que plantei”, que possui o objetivo de despertar uma reflexão crítica nos sujeitos educativos a respeito de sua relação com o meio ambiente por meio da Educação Ambienta Crítica. Essa reflexão será proposta a partir das temáticas já observadas neste trabalho. Além disso, estas ferramentas, associada e disponibilizadas por meio do blog, podem servir de material de apoio para a criação de uma Rede de Educação Ambiental, posteriormente constituída em outro nível de pesquisa-ação.

Tem interesse em aplicar nosso projeto ou sugestões de conteúdos para o nosso blog? Não hesite em entrar em contato conosco por e-mail (projetoeuqueplantei@gmail.com). Podemos te ajudar com a doação de materiais ou dialogarmos sobre a dinâmica de aplicação das oficinas.

Doação de materiais para a oficina

Se interessou pelo projeto? Ficamos muito felizes. Se quiser implantar a oficina “Eu que Plantei” na sua escola, nós podemos te ajudar. Em geral, a parte de aquisição de materiais é o maior entrave para a execução deste tipo de projeto, pois a burocracia e o valor para adquirir os itens necessários pode fazer sua ideia não se concretizar.

Pensando nisso, desenvolvemos uma solução: Nós podemos te doar todos os materiais necessários para a execução da Oficina. Mas pedimos uma contrapartida: leve a nossa ideia adiante e discuta os malefícios com seus estudantes.

Esse tópico foi criado com o intuito de disponibilizar alguns materiais para você, professor, que quer aplicar o projeto “Eu que Plantei”, mas não dispõe dos recursos necessários.

Temos uma lista de materiais de doação para sua turma:

  • 2 Caixa de madeira forradas com tela para cada professor, para criação da Oficina modelo, no encontro presencial.
  • Caixas de papel Kraft com sementes de hortaliças para distribuir (uma para cada estudante)
  • Folder com dicas de plantio e descrição do projeto para distribuição entre os estudantes
  • Podemos te ajudar com assessoramento durante o planejamento e execução da sua oficina.

Para conseguir a doação de materiais, entre em contato conosco pelo e-mail projetoeuqueplantei@gmail.com.

Confira fotos da nossa lista de materiais para doação:

Fazendo remédio caseiros para sua horta

Olá!

Que tal aprendermos a fazer algumas receitas de remédios caseiros para combater algumas doenças que sua horta pode ter? Essas receitas são feitas a partir de ingredientes que você pode conseguir em casa e que não vão prejudicar sua saúde ou a de seus familiares. Mas mesmo assim é necessário tomar vários cuidados ao fazer uma dessas receitas e sempre fazer acompanhado de um adulto.

Primeiro, ´é importante ressaltar que as doenças das hortaliças são causadas por fungos, bactérias, vírus e nematóides. A planta está doente quando aparecem pintas, manchas, secamento, murcha ou apodrecimento nas folhas, hastes, raízes e frutas.

Várias dessas doenças podem ser combatidas com inseticidas caseiros. O inseticida caseiro tem a vantagem de ser pouco tóxico ao homem e animais e sua ação ser de curto período, podendo-se consumir a hortaliça quatro dias após aplicado. Mas nesse curto período ele é tóxico aos inimigos naturais das pragas.

Os inseticidas feitos em casa não deixam de ser tóxicos. Por isso, deve-se ter muito cuidado durante a sua preparação e aplicação, não levando as mãos à boca, não aspirando-os e sempre manipulando-os na presença de um adulto.

Existem várias receitas caseiras e aqui iremos apresentar algumas delas para, caso seja necessário, você utilizar na sua horta:

1) Espalhante de sabão – para misturar com os inseticidas. para misturar com os inseticidas:

Ralar 50 gramas de sabão de coco, colocar em 1 litro de água quente e misturar
até dissolver completamente. Depois, misturar em 4 litros de água fria e guardar em recipiente de plástico. Antes de usar, agitar o recipiente.

2) Calda de arruda – contra pulgão, ácaros, lagartas pequenas, contra pulgão, ácaros, lagartas pequenas, cochonilhas, mosca branca e percevejos.

Pegar 4 galhos de arruda de aproximadamente 30 centímetros de comprimento.
Picar os ramos e bater no liquidificador com 1 litro de água. Coar em pano fino e colocar o líquido em garrafa de vidro escuro ou de plástico escuro, bem fechada, nela escrito VENENO e guardar. Lavar bem o o copo do liquidificador e depois deixá-lo ao sol para sair o cheiro. Para pulverizar, agitar a garrafa, retirar 1 copo (200 ml) da calda de arruda e misturar com 2 litros do espalhante de sabão (ou meio copo para 1 litro).

3) Calda de alho, pimenta e sabão – repelente de várias pragas.

Picar e amassar 1 cabeça de alho e 2 pimentas vermelhas (malagueta). Ralar
25 gramas de sabão de coco e dissolvê-lo em 2 litros de água quente, juntando o alho e a pimenta. Deixar em repouso até esfriar e depois coar em pano fino e aplicar .

São receitas bem fáceis mas que precisam ser feitas sempre na companhia de algum adulto, pois se utilizadas da maneira errada podem prejudicar sua saúde. Para conhecer mais receitas como essas e saber mais sobre hortas, é só clicar aqui e conferir essa publicação da Embrapa Hortaliças;

Que tal fazer seu adubo em casa?

O biofertilizante é um adubo orgânico líquido que contém organismos e nutrientes que melhoram a saúde das plantas, deixando-as mais resistentes ao ataque de pragas e doenças e mais fortes e bonitas. Você sabia que é possível produzir este tipo de adubo em casa?

O líquido é resultado da fermentação de resíduos orgânicos (cascas de ovos, restos de frutas e verduras) e nutrientes em água. A utilização deste tipo de adubo. permite a produção de alimentos mais saudáveis, com menor impacto ao meio ambiente. Os biofertilizantes possuem várias propriedades:
• Fortalecem as plantas e garante maior resistência ao ataque de pragas e doenças.
• Melhoram a produtividade da sua horta.
• Apresentam menor custo quando comparado aos fertilizantes químicos, além de não prejudicarem a nossa saúde.
• São ricos nutrientes indispensáveis ao solo (nitrogênio fósforo, potássio, cálcio, etc.).
• Melhoram a fertilidade do solo por adição de nutrientes.
• Reutilizam matéria-prima que seria jogada no lixo.

Vamos aprender a fazer o nosso adubo em casa?

Para preparar o biofertilizante, será necessário um recipiente com tampa . O tamanho do recipiente vai depender da quantidade de biofertilizante que se
quer produzir. O lugar onde for colocar o recipiente deve ser em área sombreada,
externa e ventilada. O sombreamento contribui com a qualidade do produto e a ventilação facilita a liberação dos gases.

A receita do seu biofertilizante pode utilizar diversos ingredientes, que irão fornecer diferentes nutrientes para as plantas:

1) mistura dos ingredientes (terra de mata, composto orgânico ou esterco, farelo de arroz ou algodão, farelo de mamona, farinha de ossos, resíduo de sementes, cinzas, rapadura ou açúcar mascavo, amido de mandioca e água);

2) adição de água em um tambor ou até balde plástico;

3) agitação três vezes ao dia, durante cinco minutos. Após 08 dias, o biofertilizante pode ser utilizado.

* Tudo deve ficar bem misturado, homogêneo. Se quiser, engarrafe em garrafas pet, com tampa. Essa mistura dura até 40 dias. Como é uma mistura viva, aeróbica, não feche totalmente as garrafas.

Existem diversas outras receitas de biofertilizantes na internet. Essa que disponibilizamo aqui foi desenvolvida pela Embrapa e caso você queira saber mais sobre o assunto, é só clicar aqui.

O que é o Espaço do Professor?

Olá, professor.

Seja bem-vindo ao espaço de formação de Educadores Ambientais do Blog Eu que plantei. Neste espaço, disponibilizaremos textos e sugestões que, acreditamos, possam contribuir para o seu exercício profissional na formação dos seus alunos.

A nossa proposta aqui é subsidiar o trabalho docente com as informações teóricas pertinentes à construção dessa proposta, de modo a possibilitar a compreensão do que tentamos atingir com esse projeto.

Aqui dialogaremos sobre o que é meio ambiente, Educação, Educação Ambiental e suas vertentes e sobre a proposta de oficina. Esperamos que gostem do material disponibilizado e que possam contribuir com sugestões.

Boa leitura!

Como nossos alimentos são produzidos?

Em tempo de insegurança com a saúde, ter uma alimentação saudável é muito importante. Todos nós estamos vivenciando, em 2020, um grande medo em função da pandemia do novo Coronavírus. Como a doença causada pelo vírus ainda não possui vacina, podemos contar apenas com a força do nosso organismo para combate-lo.

Muitas pessoas venceram esta batalha graças a, entre outros fatores, seu estado de saúde. Com isto, podemos observar vários aspectos para a reflexão. Um dos principais é a importância da construção e manutenção de um melhor “estado de saúde”. Mas, como podemos conseguir isto?

Uma das maneiras é por meio de uma boa alimentação. Um bom quadro de saúde pode ser conseguido através de uma alimentação saudável e equilibrada. Por isto, é muito importante saber também se seus alimentos estão contaminados com substâncias nocivas ao seu corpo.

Neste sentido, apresentamos o projeto “Eu que plantei!”. O Projeto tem o objetivo de disseminar informações a respeito da contaminação de alimentos por meio do uso de agrotóxicos, bem como o impacto do uso dos venenos na saúde do ser humano e meio ambiente. A iniciativa é promovida como parte do programa de Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica do Instituto Federal de Goiás (IFG) – Campus Anápolis.

Isto porque, embora o problema do Coronavírus seja passageiro, os venenos nos alimentos continuam intoxicando milhões de pessoas e muitas delas não conhecem os riscos que eles podem oferecer na constituição de um estado de saúde frágil.

Neste blog você aprenderá um pouco mais estes impactos que os agrotóxicos podem trazer. Também te mostraremos algumas alternativas para a produção de alimentos mais saudáveis que podem ser feitas até na sua casa. Além disso você poderá acompanhar as atividades realizadas junto a escolas públicas de Anápolis na disseminação desses conteúdos.

Quem somos?

Este projeto é fruto de pesquisa de mestrado vinculada ao Programa de Pós-graduação em Educação Profissional e Tecnológica do Instituto Federal de Goiás (IFG) – Câmpus Anápolis. A pesquisa é realizada pelo jornalista Gustavo da Rocha Lima, sob orientação do Prof. Dr. Alessandro Silva de Oliveira.

Para entrar em contato com os proponentes do projeto, envie um e-mail para projetoeuqueplantei@gmail.com

O que é meio ambiente?

Olá, professor.

Neste primeiro texto, iremos discutir sobre o que é meio ambiente. Quando utilizamos a expressão “meio ambiente” todos temos uma concepção arraigada que é fruto da nossa vivência cultural. Em vários casos, essa concepção remete à natureza intocada, evocando a memória de plantas e animais. Tentaremos demonstrar neste post que se trata de muito mais do que isso.

Nos estudos e discussões sobre meio ambiente, diferentes correntes possuem noções ou concepções diferentes sobre várias coisas, sendo que a concepção de meio ambiente é chave para a relação que se pretende estabelecer entre ser humano e natureza.

Enquanto alguns pesquisadores adotam a proposta de meio ambiente enquanto espaço natural intocável, fonte de recursos ou lugar de contemplação (imaginam o meio ambiente como algo parecido com uma natureza selvagem), nessa proposta nós entendemos que o meio ambiente é muito mais abrangente que isso. Trata-se, de acordo com o estudioso Marcos Reigota, de “um lugar determinado e/ou percebido onde estão em relação dinâmica e em constante interação os aspectos naturais e sociais”.

Portanto, entende-se que o meio ambiente não corresponde apenas a um local constituído por seus componentes naturais ou como algo tratado isoladamente da influência humana, mas principalmente como local de interações que variam de acordo com os interesses sociais, políticos, econômicos e tecnológicos que nele agem.

É importante entender que essas diferentes concepções de meio ambiente também darão a tônica das diferentes formas de interação entre o ser humano e o meio ambiente.

Nesta perspectiva, é fundamental que se entenda que meio ambiente é tudo á sua volta para que quando se discuta de preservação do meio ambiente estejamos, de fato, lutando por melhorias em suas condições de vida.